A autonomia é a capacidade de se autogovernar, o direito de a conscin tomar decisões livremente, dentro de organização mais vasta, regida por poder central, por exemplo, ao modo do país onde seja cidadã ou cidadão (verbete Autonomia, da Enciclopédia da Conscienciologia). Do ponto de vista evolutivo, passamos a aprimorar nossa autonomia a cada vida, buscando cada vez mais a autonomia avançada. Embora a autonomia possa remeter à ideia de independência, é importante lembrar que vivemos numa condição de interdependência Interassistencial em nossa evolução. Neste contexto, a autonomia evolutiva possui relação direta com o nível de abertismo consciencial, com o autodidatismo, com a erudição, nível de criticidade, autoexperimentação, capacidade de reflexão e domínio bioenergético da consciência. Eis a seguir alguns tipos de autonomia.

  1. Autonomia assistencial. A assistencialidade discreta.
  2. Autonomia econômica. A constituição do pé-de-meia sustentável.
  3. Autonomia emocional. A prevalência do mentalsoma.
  4. Autonomia heurística. Autocriativa.
  5. Autonomia intelectual. A vivência da Descrenciologia.
  6. Autonomia moral. A agir da melhor forma para todos.
  7. Autonomia ofiexista. A culminação das tarefas do tenepessista.
  8. Autonomia parapsíquica. A autoparapsiquismo.
  9. Autonomia pensênica. A autodecidofilia.
  10. Autonomia reeducativa. A autorreciclagem consciencial.

Considerando que todos estamos em contínuo aprendizado em busca da autonomia evolutiva, destaca-se aqui o conceito de conscin semperaprendente. A conscin semperaprendente é a consciência intrafísica, homem ou mulher, autodidata além da escolaridade formal, neofílica quanto à aquisição de neoconhecimentos evolutivos, teática em recéxis e recins pessoais, investidora nas práticas interassistenciais esclarecedoras e na priorização da produtividade gesconológica, até o fim da existência intrafísica (verbete Conscin Semperaprendente, da Enciclopédia da Conscienciologia). A condição do aprendiz evolutivo permanente é sinônima do termo conscin semperaprendente. A conscin semperaprendente busca a autonomia evolutiva através da reeducação consciencial continuada. Neste processo, pode contar com a ajuda de conhecimento externo (conversas com familiares, amigos, terapeutas, participação em cursos, troca de ideias com professores, orientação de tutores, entre outros) ou valer-se do autodidatismo (autopesquisa, leitura de livros, filmes, entre outros). Tornar-se uma conscin semperaprendente é praticamente uma necessidade em tempos atuais, não só por uma questão de adaptação às condições em que vivemos, mas também pela oportunidade de se alcançar mais rapidamente a autonomia intelectual, emocional, econômico-financeira e parapsíquica em nossos processos evolutivos. Vale destacar a importância do estudo dentro do processo de autonomia evolutiva. A aquisição da erudição é uma conquista de longo prazo e exige esforço e perseverança. Ninguém dorme ignorante e acorda culto, da noite para o dia. A cultura precisa ser construída passo a passo, livro por livro, vivência por vivência, registrando cada conceito, palavra ou informação nova aprendida. Tal condição permite à consciência erudita ter uma ampla visão de conjunto sobre a história humana, além de possuir mais substrato para exercer sua criticidade e enxergar pontos de vista diferentes. O estudo é uma das chaves para conquistarmos nossa autonomia e alcançarmos uma condição mais plena. “Estudo, eis tudo”. O estudo é inevitável no caminho da evolução consciencial. É intuitivo, e até mesmo lógico, considerar que consciências mais evoluídas sejam grandes conhecedoras de temas diversos. A noção de evolução geralmente passa pela imagem de uma consciência com uma inteligência mais aguçada. Fato é que, sem estudo, pouco conseguimos avançar em qualquer assunto que seja de nosso interesse. Conhecer com profundidade vários assuntos pode ajudar a consciência a alcançar a autonomia evolutiva. Contudo, não basta apenas estudar. Refutar constantemente aquilo que se estuda, incluindo o próprio conhecimento, pode permitir à consciência ampliar sua visão a respeito dos fatos que a cercam. A autocrítica possui relação com o nível de coerência da consciência. Um baixo nível de autocrítica pode estar associado à existência de autocorrupções (conhecidas ou não pela consciência), além de maior disposição a aceitar os fatos sem questioná-los. Dentro da busca por maior autonomia evolutiva, vale ressaltar a importância do Princípio da Descrença: “não acredite em nada, nem mesmo no que lhe informarem aqui. Experimente. Tenha suas experiências pessoais”. Tal princípio adverte à conscin lúcida não acreditar em nada e, logicamente, em ninguém, nem mesmo nas falas das pessoas ou nos conteúdos da Conscienciologia, mas fazer autopesquisas, investigar pessoalmente e desenvolver as próprias experiências lógicas, intra e extrafísicas, sobre quaisquer assuntos, recusando os apriorismos e mantendo o confronto de causação com a plenitude da racionalização. (verbete Descrenciologia, da Enciclopédia da Conscienciologia). A base da Descrenciologia encontra-se na autoexperimentação, no discernimento e na criticidade. A consciência que pensa por si própria se move mais rápido em direção à autonomia evolutiva. Questionar, refutar, debater, pensar e refletir podem auxiliar a consciência a formar opinião a respeito de algo. Porém, nada é tão efetivo como a vivência de uma situação. Além do abertismo consciencial, do autodidatismo, da erudição, da criticidade e da autoexperimentação, outra aptidão fundamental para o desenvolvimento da autonomia evolutiva é a reflexão. Refletir significa pensar novamente sobre algo. É a capacidade de refletir que nos permite enxergar outras possibilidades e que pode exercitar de maneira ativa o nosso discernimento. O educador e filósofo norte-americano John Dewey (1859-1952) trouxe a contribuição de que não é através das experiências que aprendemos, mas sim através da reflexão sobre as experiências. Refletir é a máxima expressão do bom senso e da ponderação, características importantes para se alcançar a autonomia evolutiva. Através do conhecimento das experiências e pensamentos de outras pessoas, muito se pode aprender. Um importante aprendizado é evitar os próprios erros através da reflexão sobre erros cometidos por outras pessoas. Somando a todos esses itens, destaca-se o domínio bioenergético. A capacidade da consciência em lidar com as próprias energias e com energias externas, mantendo-se em constante homeostase, melhorando os ambientes e pessoas com as quais interage, deixando rastros positivos por onde passa, é outro êxito que pode ajudá-la na obtenção da autonomia evolutiva, ampliando suas parapercepções em relação à realidade que a cerca. Considerando os tópicos vistos até aqui, como você avalia o seu nível autonomia evolutiva? É possível otimizá-la através da adoção de novos hábitos e posturas no seu dia a dia?