Panorama da Conscienciologia

O termo Conscienciologia apareceu pela primeira vez em 1981, de maneira discreta, no livro Projeções da Consciência – Diário de Experiências Fora do Corpo Físico, capítulo Debates Transmentais. O livro é de autoria do médico e pesquisador brasileiro Waldo Vieira (1932-2015), na época já conhecido pelo trabalho mediúnico assistencial e pelas pesquisas parapsíquicas. No mesmo capítulo deste livro, aparecia também pela primeira vez o termo Projeciologia, para designar a neociência que estuda as projeções conscientes, também conhecidas por experiências fora do corpo. Por muitos anos Vieira foi participante ativo do movimento espírita brasileiro, psicografando dezenas de obras. Entre as consciências extrafísicas (consciexes) que se apresentavam, havia uma que também se apresentava ao médium Chico Xavier. Esta consciência extrafísica, conhecida pelo pseudônimo de André Luiz, foi o médico brasileiro Carlos Chagas. Este fato aproximou o trabalho de Waldo e Chico, que conviveram em parceria de trabalhos assistenciais por volta de 10 anos (1955 a 1965). Em 1966 Waldo Vieira deixa o movimento espírita para se dedicar a outros trabalhos assistenciais já planejados por ele em sua programação de vida. Vieira “tinha planos de consolidar a pesquisa da consciência e dos fenômenos parapsíquicos em bases científicas. Para tanto, seria necessário apresentar um corpus de ideias capaz de lançar os pilares das novas Ciências que planejava propor.” (Zéfiro – Ed. Editares). Ainda em 1966 Vieira começa a trabalhar no tratado científico que traria à tona, anos mais tarde, as neociências Projeciologia e Conscienciologia. Durante a década de 70, Waldo se dedica mais intensamente a essa produção e reduziu suas atividades públicas. Em 1981 Vieira lança o livro Projeções da Consciência – Diário de Experiências Fora do Corpo Físico (Ed. Editares). Este livro descreve de maneira clara e detalhada 60 experiências fora do corpo vivenciadas por Vieira no segundo semestre de 1979 e marca o início de uma nova fase de publicações que trariam ao público a Conscienciologia. Ainda em 1981 Vieira funda com outros 19 pesquisadores o Centro da Consciência Contínua (CCC), no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. O objetivo era atrair interessados no tema da lucidez contínua e pesquisas sobre a consciência. A projeção consciente é o termo técnico proposto por Vieira para designar o fenômeno da experiência fora do corpo lúcida. Em 1986 Vieira publica a obra Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano, o mais completo tratado sobre a projeção consciente, atualmente em sua 4ª edição, com 1.232 páginas e 1907 referências bibliográficas. A partir da publicação dessa obra, em 1988 Vieira decide encerrar as atividades no CCC para fundar o Instituto Internacional de Projeciologia (IIP), atual Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), organização sem fins lucrativos e reconhecida de Utilidade Pública Federal. Após alguns anos de trabalho à frente do IIP divulgando os temas de pesquisa da consciência e criando massa crítica para compreensão de temas mais avançados, Vieira lança em 1994 o segundo tratado, intitulado 700 Experimentos da Conscienciologia, visando aprofundar e embasar os tópicos dessa neociência com a apresentação de novas ideias, mais abrangentes e complexas. A partir de 1990 começa-se a discutir a possibilidade da criação de um campus conscienciológico, reunindo cursos, laboratórios, biblioteca e uma editora. Em 1995 o IIPC recebe de doação um terreno em Foz do Iguaçu e Vieira disponibiliza-se a transferir seu acervo pessoal para o futuro campus. No ano de 2000 Vieira muda-se do Rio de janeiro para Foz do Iguaçu, encerrando suas viagens em 2002 para se dedicar à expansão da Conscienciologia na região da Tríplice Fronteira. Uma das atividades priorizadas por Vieira foi a produção da Enciclopédia da Conscienciologia, iniciada em 1998 e composta por mais de 4800 verbetes e mais de 750 verbetógrafos (Data-base 2019). Outra atividade priorizada por Vieira foi o desenvolvimento do bairro para instalação da Conscienciologia. O bairro no qual o CEAEC foi instalado passa a se chamar Cognópolis (através de decreto oficial, em 2009) – também conhecido por Bairro do Saber ou Cidade do Conhecimento – e passou a agregar muitos interessados pela Conscienciologia. Muitas pessoas com afinidade pelos temas de estudo transferiram seu domicílio para Foz do Iguaçu e esse movimento continua presente nos dias atuais (2019). O termo CCCI significa Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional e envolve a sociedade de pessoas conectadas pela afinidade aos estudos da Conscienciologia. É formada por pesquisadores, voluntários, professores, Instituições Conscienciocêntricas (ICs), Colégios Invisíveis da Conscienciologia, Campi e Cognópolis (fonte: site reurbex.org). As Instituições Conscienciocêntricas (ICs) são instituições científicas, sem fins lucrativos, não governamentais, não religiosas, apartidárias e que desenvolvem pesquisas e oferecem serviços à sociedade a exemplo de palestras, cursos e publicações relacionados à Conscienciologia. Cada IC possui seu foco de estudos em uma ou mais especialidades conscienciológicas. Importante mencionar que as pessoas que trabalham nas ICs o fazem no regime de voluntariado, configurando o vínculo consciencial, diferentemente do vínculo empregatício convencional, no qual há uma relação de subordinação jurídica entre empregado e empregador. Toda renda arrecadada com cursos e eventos é voltada apenas à manutenção e expansão das instituições e seus projetos. Na data atual (2019) há pelo menos 20 ICs em funcionamento. A Reaprendentia é uma destas ICs, cujas especialidades de estudo são a Parapedagogia (Pedagogia Extrafísica) e a Reeducação Consciencial.

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